Grupo Pão de Açúcar apresenta lucro de 526 milhões no 2º trimestre impulsionado por varejo

O Grupo Pão de açúcar, conglomerado de diversas empresas de vendas do Brasil, anunciou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2018. Segundo o relatório, o grupo teve um lucro líquido de 526 milhões de reais, número quase quatro vezes maior que o obtido no mesmo período de 2017, quando foi observado um lucro líquido de 115 milhões de reais.

Os resultados são ainda mais surpreendentes ao analisar que o lucro do grupo foi obtido principalmente com as marcas de multivarejo, os mercados Extra e Pão de Açúcar, e com a sua principal marca de atacado e varejo, os mercados Assaí. Isso porque o setor ainda tem sofrido com reflexos da greve dos caminhoneiros de maio e junho, além da deflação de diversos alimentos após a supersafra nas colheitas brasileiras. Outro fator que poderia pesar contra os resultados da empresa seria a redução do consumo das famílias brasileiras desde o início da crise na economia do país.

Para driblar todos esses fatores negativos, o grupo tem apostado na forte fidelização de seus clientes, além de focar esforços em absorver novas famílias aos caixas de seus mercados. Uma das estratégias mais bem sucedidas foi a distribuição de selos em compras, que possibilitam a troca de cartelas preenchidas por itens de cozinha: um conjunto de facas, no caso da rede Extra, e um conjunto de panelas na rede Pão de Açúcar

Outra iniciativa que cooperou para o resultado positivo foi o investimento nos programas de descontos “Clube Extra” e “Pão de Açúcar Mais”. Ambos programas são muito semelhantes e dão aos clientes cadastrados descontos exclusivos em diversos produtos das redes, além da possibilidade de acumular pontos que podem ser trocados por diversos itens.

Enquanto isso, o Assaí, outra empresa do grupo, também demonstrou bons resultados financeiros, com faturamento de mais de um bilhão de reais no segundo trimestre de 2018, 25% maior que no mesmo período do ano de 2017. A marca vem passando por uma rápida expansão, principalmente a partir da substituição de unidades sob o selo Extra para o selo da atacadista, que possui uma maior aceitação por alguns setores da sociedade.

Dólar força o Banco Central a manter a atual taxa básica de juros

A pouco tempo o Banco Central dos Estados Unidos subiu a taxa básica de juros americana, o que deixou mais interessante para os investidores internacionais resgatarem seus investimentos em países considerados menos seguros, como o Brasil, e comprassem títulos americanos.

Quando o investidor resgata seu investimento, ele precisa comprar o Dólar com a moeda do país onde investiu. O que feito em grande volume diminui a oferta de Dólares disponíveis, os tornando mais caros, e aumenta a oferta da moeda local, reduzindo assim o seu preço. Um mal que tem acometido o Real atualmente.

Por esse motivo o Banco Central foi forçado a manter sua atual taxa básica de juros (Selic). Porque, caso ela fosse reduzida, o Brasil se tornaria ainda menos interessante para os investidores internacionais, que resgatariam seus investimentos e comprariam mais Dólares, desvalorizando ainda mais o Real.

O Banco Central se preocupa com o preço do Dólar porque todos os produtos importados sobem de preço quando ele se valoriza.

Mesmo aqueles produtos que a maioria da população não espera acabam se tornando mais caros, o pão que comemos todos os dias, é um bom exemplo. O pão é feito com o trigo, que é um produto importado. Conforme o Dólar se torna mais valorizado, o preço do trigo sobe e o pão se torna mais caro. Este efeito se repete em diversos produtos.

Nem todos os setores da economia, porém, sofrem com a alta do Dólar. Empresas exportadoras e o agronegócio lucram mais, porque recebem seus pagamentos na moeda americana.

Com o Dólar valorizado, viajar para o exterior acaba ficando ainda mais caro. O que leva muitas pessoas a olharem com mais atenção pacotes de viagens pelo Brasil. Além disso, com o real desvalorizado se torna mais barato para o turista estrangeiro viajar pelo Brasil, o que somado aos turistas nacionais, ajuda o setor do turismo a ter bons resultados.

Maioria dos investimentos em bitcoin é de homens

Os bitcoins são as moedas virtuais que mais estão dando o que falar desde que alcançou recordes impressionantes de valorização no fim do ano de 2017. A grande elevação do preço dessa moeda se deu principalmente pela entrada de investidores chineses nesse mercado.

Assim como existem os ganhos daqueles que deixaram a moeda há um tempo valorizando, as oscilações que ela sofreu também exigiu muita paciência e cautela de quem queria esperar por uma recuperação.

Por se tratar de uma novidade do mercado, o bitcoin gera tanta empolgação quanto rumores de uma possível bolha, mas o fato é que desde sua criação houve uma valorização de mais de 7.000%, isso mesmo, quem começou investindo nessa moeda hoje pode comemorar os grandes lucros obtidos com ela.

Uma pergunta que pode colocar a ascensão do bitcoin em dúvida é por que as mulheres não estão tão presentes nesse investimento. De acordo com especialistas, o homem tem um perfil de investimento mais agressivo e também é motivado a grandes riscos por causa das possibilidades de ganhos milionários, o que ocasiona uma sensação de prazer biologicamente inegável quanto o investimento obtém sucesso.

Um fator histórico que pode levantar um sinal de alerta para mercados especulativos é o fato de que as bolhas mais devastadoras que aconteceram tiveram uma maior participação de investimentos do sexo masculino.

Quando a crise das hipotecas começou a assombrar os investidores nos Estados Unidos em 2008, e a alta valorização das tulipas no século 17 levou a uma bolha inevitável, em geral eram os homens que estavam investindo.

 Com o comportamento mais agressivo para investir dos homens, o alto risco conta com a presença massiva deles.

O bitcoin é uma moeda que nasceu da tecnologia, ramo até então dominado pelos homens, isso se reflete nos altos valores de pessoas que investem sem medo, o que é atrativo para quem quer bons lucros.

 Outra moeda que juntamente com o bitcoin se valorizou durante os últimos dois anos foi o litecoin. Essas duas moedas inicialmente dominavam grande parte do mercado, mas hoje existem mais de 700 criptomoedas para deixar os hormônios masculinos fervendo de tantas possibilidades de lucro.

Reajuste do salário mínimo vem defasando a aposentadoria desde 1987

É normal ouvirmos aposentados mais antigos falarem sobre o quanto o salário mínimo tinha um peso positivo em relação ao reajuste da aposentadoria, sendo que antigamente a aposentadoria era igual a três salários mínimos. Mas o que as pessoas desconhecem, e não é comum dizer, é que o reajuste do salário mínimo irá impactar diretamente na defasagem dos valores pagos aos aposentados e pensionistas do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. Conhecido como “achatamento”, a influência do reajuste do salário mínimo em relação a estes benefícios sofreu com mudanças há mais de 30 anos, e são diretamente proporcionais, incluindo as mensalidades pagas aos segurados pela Previdência Social.

Essa forma de defasagem passou a ser utilizada em 1987, e desta forma, ficou decretado que o salário mínimo seria reajustado com base no INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor – somados ao PIB – Produto Interno Bruto -, enquanto o INPC somente seria utilizado para o reajuste das aposentadorias e dos benefícios pagos aos pensionistas.

“Por mais que a própria Constituição assegure a irredutibilidade do valor dos benefícios e o reajustamento dos benefícios para manutenção do seu valor real, na prática o que realmente acontece é uma perda progressiva de poder aquisitivo dos benefícios do INSS”, explicam fontes do INSS.

Também, as explicações dos especialistas apontam para o “achatamento” como exemplo a ser dado. Imagine um aposentado que recebia R$ 1.020 em 2010, um valor igual a dois salários mínimos, esse mesmo aposentado passou a receber no ano passado R$ 1.612,88. Podemos observar que nesses anos, a soma de dois salários mínimos equivalem a R$ 1.874, um déficit de R$ 260 nas aposentadorias de 2010 a 2017.

“Isso acontece porque a aposentadoria do segurado foi reajustada usando índices menores que os índices do salário mínimo, dando a impressão, ao passar do tempo, que o segurado recebia dois salários e agora, recebe pouco mais de um salário e meio”, diz as fontes do INSS envolvidas na reportagem. A partir da reforma da Previdência tão esperada pelo governo, essa forma de se calcular as aposentadorias no Brasil irá mudar.

Indicadores apontam para uma recuperação do mercado de trabalho em 2018

Em comparação com o último levantamento realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foi possível observar através do IAEmp – Indicador Antecedente de Emprego – uma tendência positiva em relação ao mercado de trabalho brasileiro. A divulgação dos dados do indicador foi feita pelo IBGE no dia 9 de janeiro de 2018. De acordo com o Ibre/FGV – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o motivo para a tendência de recuperação apontada pelo indicador pode ser observada nos 107 pontos alcançados em dezembro do ano passado, sendo considerado o melhor resultado observado desde o mês de junho de 2008.

Os economistas do instituto também diagnosticaram o atual momento do mercado de trabalho através do indicador ICD – Indicador Coincidente de Desemprego, que teve uma alta de 1,7 e atingiu 100,3 pontos, maior resultado do indicador desde o mês de março do ano passado, quando foi alcançada a pontuação de 100,6 pontos.

Segundo Fernando de Holanda Filho, economista da FGV, o IAEmp aponta para uma melhora no quadro de negócios e perspectivas positivas para mais contratações neste ano, com uma capacidade maior na criação de novas vagas de empregos conforme o decorrer do ano. Porém, o economista também alerta que o resultado positivo apontado pelo indicador não é exclusivamente de um mercado de trabalho farto de novas vagas, mas, também indica que existe certa dificuldade para o atual cenário de trabalho.

“A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12% e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal, retratando um mercado de trabalho ainda complicado”, explica Fernando.

Segundo acredita a FGV, o IAEmp ocorreu em 6 das 7 categorias abordadas pelo indicador, podendo destacar as categorias que buscam uma indicação dos negócios previstos para o primeiro semestre deste ano, seguindo de acordo com a sondagem realizada pela Indústria da Transformação e pelo setor de Serviços no país.

Em 2016, o indicador encerrou o ano na casa dos 90 pontos, iniciou em 2017 já com 95,6 pontos e só teve um retrospecto excelente buscando a casa dos 100 pontos em setembro de 2017, sendo possível observar a atual recuperação do mercado de trabalho até agora.

 

IBGE investe em tecnologia para alcançar melhores resultados em 2017/2018

De acordo com a missão institucional ao cumprimento da retratação do Brasil realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o instituto foi responsável pela produção de mais de 200 produtos voltados para as estatísticas mediantes a geociência realizadas em 2017. Isso colocou a instituição em um patamar de excelência mediante ao número e aos métodos utilizados na forma de procedimentos adotados pela instituição, como a coleta, o processamento, a armazenagem destes dados e a forma com que eles foram disseminados nas representações estatísticas.

Prezando pelos valores profissionais, pela eficiência e confiança, o IBGE passou a investir mais em tecnologia com o objetivo de buscar uma melhor comunicação com a sociedade. Segundo Roberto Olinto Ramos, que assumiu a presidência da instituição no dia 1º de junho do ano passado, o foco era a realização do Censo Agropecuário e a POF – Pesquisa de Orçamentos Familiar – assim que assumisse o cargo.

“O ano de 2017 foi marcante para o IBGE, pois tivemos algumas conquistas e algumas mudanças, como o início do Censo Agro, em que o mais importante foi fazer um projeto técnico de qualidade adequado ao orçamento. E tivemos o início da coleta da POF. Mas uma mudança que eu, particularmente, acho fundamental foi em relação à questão da comunicação, com a criação da Agência IBGE Notícias, que reflete uma preocupação em melhorar a comunicação seja interna seja externa”, explicou Ramos.

O ano passado foi marcado por um grande avanço na área tecnológica de geociência, com o surgimento da Revista Retratos e da Agência IBGE Notícias. Isso promove com mais qualidade o conteúdo de multimídia gerado pela instituição. As mídias sociais do IBGE são constantemente trabalhadas para que aconteça um crescimento exponencial desses seguidores. No mês de outubro do ano passado, o instituto fez uma reformulação do Portal do IBGE na internet.

“Cada vez mais devemos mostrar a importância estratégica que o IBGE tem para o povo brasileiro, na produção de conhecimento para que se possa tomar decisões e o quanto o IBGE é fundamental nesse país. É motivo de orgulho terminarmos 2017 mostrando que estamos avançando nessa direção”, explicou Ramos.

 

IR cobrado no exterior irá diminuir a desigualdade na arrecadação nacional

O programa criado para trazer regularização dos bens adquiridos no exterior, demonstrou um aspecto defeituoso apresentado temporariamente sobre as principais questões da tributação brasileira. O programa de repatriação de acordo com informações divulgadas pela “Receita Federal” em um relatório sobre a carga tributária aplicada no ano de 2016, divulgado na última semana de dezembro de 2017, aponta a cobrança sobre o IR – Imposto de Renda – de patrimónios legais existentes no exterior e que são mantidos por brasileiros. Essa cobrança permitiu uma redução na desigualdade da arrecadação realizada no Brasil, segundo a “Receita Federal”.

Considera-se que um sistema de tributação que se apresente de forma regressiva aumente a desigualdade ao onerar classes mais pobres e fazer uma auto preservação de classes mais ricas. A partir deste ponto de vista, a tributação acaba incidindo com mais peso sobre o consumo em comparação com a renda e o patrimônio. Um exemplo disso: uma mercadoria que custa R$ 10 paga 20% de imposto (R$ 2), sendo esta quantia desproporcional para quem tem menos renda, levando em conta que quem tem rendas maiores irá pagar a mesma carga tributária ao governo.

De acordo com informações oficiais lançadas pelo Fisco, os impostos que incide sobre bens e serviços e estão ligados com o consumo, tiveram uma queda de 15,85% para 15,35% em relação ao PIB – Produto Interno Bruto – em 2016. Na contramão disto, os impostos cobrado sobre a renda tiveram uma alta de 5,88% para 6,47% ao serem comparados da mesma forma.

De forma proporcional, os impostos cobrados sobre a renda tende a onerar mais a classe rica e permite mais igualdade. De acordo com o levantamento realizado pela “Receita Federal”, essa alta na carga tributária pode ser vista de forma integral ao IR de bens acumulados no exterior. “A categoria Renda que incide sobre o Imposto de Renda, foi motivada, principalmente, pelo RERCT – Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária – junto a arrecadação extraordinária na forma de transferência dos ativos entre empresas”, apontou o relatório lançado pelo Fisco.

A tributação progressiva para a desigualdade não se repetiu na carga tributária até o final de 2017. Isso aconteceu devido a segunda fase da repatriação, que passou a cobrar 15% de IR e multa de 20,25%, tendo uma baixa adesão na arrecadação de R$ 1,61 bilhão, número inferior a expectativa gerada de R$ 13 bilhões.

 

Governo arrecada R$ 115 bilhões com impostos em novembro, melhor resultado desde 2014

A Receita Federal divulgou que o mês de novembro teve alta de 9,5% na arrecadação com contribuições, impostos e outras receitas, totalizando R$ 115,08 bilhões.

O resultado informado foi o melhor para o mês desde 2014. Até o momento, a arrecadação parcial de 2017 chega a R$ 1,2 trilhão. De acordo com a Receita, os depósitos judiciais e as novas receitas do refinanciamento das dívidas com a União foram os principais motivos para a alta dos números.

Em outubro, a repatriação de recursos resultou em uma quase de 20% na arrecadação. Segundo o Banco Central (BC), a economia registra sinais de retomada com os dados dos três primeiros meses de 2017 e manteve o avanço nos últimos trimestres.

A arrecadação federal, até o momento, apresentou um crescimento líquido de 0,13% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento na arrecadação de 2017 também é resultado de receitas extraordinárias e processo de repatriação que somaram R$ 46,8 bilhões, segundo a Receita Federal.

Neste ano, as receitas com parcelamentos especiais apresentaram um aumento de 87% (cerca de R$ 15 bilhões) em comparação ao mesmo período de 2016. Ainda de acordo com a Receita Federal, a alta na arrecadação em 2017 está alinhada aos indicadores econômicos previstos para o ano.

O resultado da arrecadação até o momento ajuda o governo a cumprir suas promessas em relação à meta fiscal, que diz respeito às contas públicas.

Em 2016, o rombo fiscal atingiu quase R$ 155 bilhões, maior soma nos últimos 20 anos. Com o saldo negativo das contas públicas, o país tem como consequência maiores pressões inflacionárias e a piora nos valores da dívida pública.

Ainda em dezembro, a Receita Federal realizou um mutirão para destruir mercadorias apreendidas que somaram quase 3,5 toneladas em produtos e R$ 578 milhões em autuações fiscais.

A destruição é uma das modalidades de destino para mercadorias como cigarros, bebidas, medicamentos, produtos falsificados ou em desacordo com as normas brasileiras de vigilância sanitária.

Outra parte dos produtos apreendidos é destinada a leilões e também contribuem para aumentar as arrecadações que o governo e a Receita Federal apresentam em seus indicadores.

 

Municípios fora de capitais estaduais apresentam maior contribuição junto ao PIB

Entre os anos de 2002 e 2015, as capitais do Brasil tiveram um recuo de 2,9 p.p – pontos percentuais – na participação do montante do PIB – Produto Interno Bruto – brasileiro. Na contramão desse recuo, os municípios que não estão situados em capitais tiveram um crescimento na participação do PIB de 2,9 p.p. No ano de 2002, 36,1% do total acumulado do PIB nacional era diretamente gerado em capitais de estados do país, uma porcentagem que no ano de 2015 sofreu uma grande queda, atingindo 33,1%.

Nos demais municípios do país, essa contribuição com a economia do país só veio crescendo, saltando de 63,9% para 66,9% de contribuição para a soma do PIB nacional neste mesmo período de avaliação. Esses dados foram revelados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – no dia 14 de dezembro de 2017, na pesquisa PIB dos Municípios 2010-2014.

De acordo com o pesquisador do IBGE, Frederico Cunha, a soma das atividades geradas pela indústria e serviços tiveram um grande impacto e foram os setores que mais tiveram contribuição para esse crescimento do PIB desses municípios. “Houve uma perda das capitais nessa participação, ainda mais em relação às atividades industriais, que registrou uma perda de até 4,1 p.p, de serviços, com queda de 5,8 p.p, e na atividade de voltada para os segmentos de administração, educação, defesa, seguridade social e saúde pública, com redução de 1,7 p.p”.

Considerando as 20 capitais que menos tiveram participação em relação ao PIB do Brasil em 2017, Recife, Belém e Vitória foram as que mais tiveram quedas nesta contribuição, registrando (-8,8 p.p), (-7,9 p.p) e (-7,4 p.p), respectivamente.

“Embora os movimentos mais perceptíveis sejam de desconcentração, atualmente o país ainda possui grande concentração. Um exemplo disso ocorreu em 2015, quando 25 municípios brasileiros foram responsáveis pela concentração de 37,7% do PIB. Os outros 5.545 que restaram repartiam 62,3% do PIB”, finaliza o pesquisador.

 

Bradesco cria área voltada para alta renda – Luiz Carlos Trabuco Cappi comenta

Com a compra da filial brasileira do HSBC cresceu a demanda por serviços e investimentos por parte do público de alta renda no Bradesco. O que levou a criação de uma área de gestão de relacionamento voltada para esses correntistas em sua Diretoria Executiva.

Em nota, o presidente do banco Luiz Carlos Trabuco Cappi, destacou que a mudança visa reforçar o atendimento com alto potencial de crescimento no país. “Não se poderá contar a história do setor bancário brasileiro dos próximos dez anos sem dar foco e atenção especializada ao segmento de alta renda”, ressalta o banqueiro.

Trabuco também reforçou que a decisão está relacionada ao crescimento a estabilidade econômica que o país está passando.

Guilherme Leal será o responsável pela nova área. Anteriormente o executivo era Diretor Executivo do setor de Corporate, que tratava das grandes companhias. Em seu lugar assume Bruno Melo Boetger, que antes era Diretor do Departamento.

Leal, que tem 18 anos de casa, formou-se em economia e cursou pós-graduação em finanças corporativas pela PUC-RJ, além de uma especialização em Wharton School, um programa internacional voltado para executivos. Já Bruno Boetger está no Bradesco há 10 anos. Ele é formado em Administração pela FGV e mestre em Finanças pela Universidade Cornell

O banco também alterou os postos de outros gestores, como das áreas de Varejo e Produtos. João Carlos Gomes, anteriormente Diretor Executivo de Produtos será o responsável pela área de Varejo e Aurélio Guido Pagani, antes Diretor Executivo da área do Varejo, assumirá a área de Produtos.

De acordo com Luiz Carlos Trabuco Cappi, a mudança tem o objetivo de fortalecer as experiências, permitindo uma evolução na carreira dos executivos da organização. “Nossa meta é formar um grupo de lideranças que tenha capacidades múltiplas no negócio bancária”, conclui.

Quem é Luiz Carlos Trabuco Cappi

É o quarto presidente-executivo do Bradesco, cargo ocupado desde 2009 no lugar de Márcio Cypriano. O cenário era desafiador, uma vez que seu antecessor havia aumentado valor de mercado da instituição de US$ 5 bilhões para US$ 30 bilhões nos últimos dez anos de sua gestão.

Além disso, o banco tinha acabado de perder a primeira colocação no ranking das instituições bancárias privadas do Brasil. As primeiras ações de Luiz Carlos Trabuco Cappi foi estimular o crescimento orgânico, melhorando o desempenho interno da companhia. Foi ousado na pretensão de abrir 211 agências durante sua gestão.

Atualmente com 66 anos, Trabuco chegou ao banco em 1969 e galgou várias posições e níveis hierárquicos como marketing, previdência privada e seguros. Foi nesta última que a participação de mercado do banco passou de 23% para 25% do total de prêmios. Também fez com que a seguradora contribuísse de 26% para 35% na participação dos rendimentos da organização.

Luiz Carlos Trabuco Cappi nasceu em Marília, interior de São Paulo e formou-se em filosofia pela UNESP. Apresenta um estilo reservado e discreto, sempre acometido em suas palavras, evitando sinais de riqueza. Apesar disso passam pelo crivo do banqueiro alguns dos mais expressivos projetos financeiros do país.