Quem assumirá a cadeira de Luiz Carlos Trabuco Cappi na presidência do Bradesco?

 

As lideranças do Bradesco sofreram uma pequena mudança: Lázaro Brandão renunciou o cargo de presidente do conselho administrativo e em seu lugar assumiu o atual diretor presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi. Até março, quando está prevista uma nova eleição, Trabuco ocupará os dois postos, contudo deixará a presidência executiva para dar lugar a um sucessor ainda não escolhido.

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi a escolha do próximo presidente, o quinto na história do banco, será realizada de maneira “natural, sem açodamento” e promoverá a tradição de aproveitar os talentos da organização, disse ele. “O próximo presidente sairá do corpo executivo do banco.”

O executivo também afirmou que a escolha será feita até março de 2018, quando ocorre a assembleia de acionistas que irá aprovar o novo conselho de administração. “Um novo presidente tem de ter qualificações que sejam de liderança, luz própria, visão do futuro, mas sem desprezar o que a organização faz no dia a dia”, completou.

Os nomes mais cotados para a presidência executiva são Maurício Minas, da área de tecnologia, Alexandre Glüher, da área de Relações com Investidores e Josué Pancini, atualmente a frente da rede de agências. Todos vice-presidentes do banco.

O banco estuda a possibilidade de aumentar o conselho de administração, atualmente composto por oito membros, contudo ainda não há uma decisão formada. Para Luiz Carlos Trabuco Cappi, em todo o mundo há discussões a respeito da formação dos conselhos de administração.

A renúncia de Lázaro Brandão

Lázaro Brandão disse em entrevista na sede do banco que é preciso haver uma nomeação prudente no cargo, para que assim, haja a perpetuação de um trabalho de alta qualidade no banco. “É um fato histórico, temos muito zelo na condução do trabalho”, afirmou o executivo.

Para ele sua renúncia faz parte de um processo de renovação dentro da organização. Desde 1990 no posto de presidente do conselho administrativo, lázaro Brandão enfatizou que o banco deve acompanhar a evolução dos processos tecnológicos e assim oferecer um bom atendimento aos seus consumidores.

O executivo, atualmente com 91 anos, não deixará o banco o qual dedicou boa parte de sua vida. Agora Brandão assumirá o conselho das empresas comandadas pela instituição. É só mais um cargo nos muitos que ocupou no segundo maior banco privado do país. Ele chegou a instituição em 1942, quando o ainda chamava Casa Bancária Almeida & Cia e passou por diferentes níveis hierárquicos, chegando a presidência executiva no ano de 1981.

Já o atual presidente executivo, Luiz Carlos Trabuco Cappi está no cargo desde 2009. Entre as principais ações que desempenhou está a compra da filial brasileira do HSBC em 2015. Na ocasião, o banco estrangeiro foi adquirido por US$ 5,2 bilhões, sendo considerada a maior transação do ano e uma das maiores da década. A aquisição foi fundamental para o ganho de mercado na disputa pela liderança entre os bancos privados.

Assim como outros presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi passou u por vários níveis. Ele chegou em 1969, passando por áreas como a Comunicação, Seguros, Previdência, vice-presidência entre outras.

 

Mineradora Vale lucra 300% no terceiro trimestre e vai a 7,14 bilhões de reais

A Vale,empresa mineradora, teve um lucro líquido de R$ 7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, muito diferente do terceiro trimestre do ano passado que foi de R$ 1 milhão. Os números mostram uma alta de 288%, e a empresa relaciona os resultados com a precificação e resultados de uma nova política de controle de gerenciamento matricial.

O presidente executivo da Vale, Fábio Schvartsman, afirmou em nota que além da disciplina rigorosa na alocação de capital, os impactos serão diretos nos fluxos de caixa futuros. No segundo trimestre de 2017 esse lucro foi de R$ 60 milhões.

O lucro anterior a juros, impostos, depreciação e amortização ajustado, ou seja, que mede o potencial de geração de caixa para a empresa, foi de R$ 13 bilhões de junho a setembro, uma alta de 37% em comparação ao mesmo período de 2016.

Foram 76 milhões de toneladas de minério de ferro comercializados pela Vale no terceiro trimestre, contra os 74 milhões de toneladas em 2016. O investimento foi de R$ 863 milhões no terceiro trimestre, e no ano, esse valor pode chegar a R$ 4 bilhões.

A Vale tem uma dívida líquida em empréstimos e financiamentos de R$ 21 bilhões no mês de setembro, uma queda de R$ 1 bilhão em relação a junho. A empresa diz não conseguir reduzir mais a dívida devido à valorização do real no período, o que fez os empréstimos tomados em moeda nacional aumentarem em 667 milhões de dólares durante a conversão, e também pela mudança de preços do minério nas contas a receber.

A empresa tem a meta de concluir o ano com US$ 15 bilhões em dívidas. A meta será alcançada no último trimestre, quando as vendas se tornam mais fortes e quando a empresa pretende assinar o projeto de financiamento do corredor logístico de Nacala em novembro, obra que liga Moçambique ao Malawi, o que a fará receber US$ 2 bilhões como pagamento.

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, no comunicado de resultados destacou que a companhia está em uma nova fase de eficiência e governança e poderá aparecer na lista do Novo Mercado da B3 antes do previsto.