Governo arrecada R$ 115 bilhões com impostos em novembro, melhor resultado desde 2014

A Receita Federal divulgou que o mês de novembro teve alta de 9,5% na arrecadação com contribuições, impostos e outras receitas, totalizando R$ 115,08 bilhões.

O resultado informado foi o melhor para o mês desde 2014. Até o momento, a arrecadação parcial de 2017 chega a R$ 1,2 trilhão. De acordo com a Receita, os depósitos judiciais e as novas receitas do refinanciamento das dívidas com a União foram os principais motivos para a alta dos números.

Em outubro, a repatriação de recursos resultou em uma quase de 20% na arrecadação. Segundo o Banco Central (BC), a economia registra sinais de retomada com os dados dos três primeiros meses de 2017 e manteve o avanço nos últimos trimestres.

A arrecadação federal, até o momento, apresentou um crescimento líquido de 0,13% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento na arrecadação de 2017 também é resultado de receitas extraordinárias e processo de repatriação que somaram R$ 46,8 bilhões, segundo a Receita Federal.

Neste ano, as receitas com parcelamentos especiais apresentaram um aumento de 87% (cerca de R$ 15 bilhões) em comparação ao mesmo período de 2016. Ainda de acordo com a Receita Federal, a alta na arrecadação em 2017 está alinhada aos indicadores econômicos previstos para o ano.

O resultado da arrecadação até o momento ajuda o governo a cumprir suas promessas em relação à meta fiscal, que diz respeito às contas públicas.

Em 2016, o rombo fiscal atingiu quase R$ 155 bilhões, maior soma nos últimos 20 anos. Com o saldo negativo das contas públicas, o país tem como consequência maiores pressões inflacionárias e a piora nos valores da dívida pública.

Ainda em dezembro, a Receita Federal realizou um mutirão para destruir mercadorias apreendidas que somaram quase 3,5 toneladas em produtos e R$ 578 milhões em autuações fiscais.

A destruição é uma das modalidades de destino para mercadorias como cigarros, bebidas, medicamentos, produtos falsificados ou em desacordo com as normas brasileiras de vigilância sanitária.

Outra parte dos produtos apreendidos é destinada a leilões e também contribuem para aumentar as arrecadações que o governo e a Receita Federal apresentam em seus indicadores.

 

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